checklist
não esqueça um checkup da moto e do piloto é muito importante para uma viajem tranquila e proveitosa.

Moto

        Sinalização

Antes de sair, verifique se todos os itens de sinalização (piscas, lanterna traseira, lâmpada de freio, lanterna do farol, buzina, etc.) funcionam corretamente. Revise periodicamente esse sistemas (em média a cada 3.000 km) checando circuitos elétricos, limpando lentes e refletores para manter sua visibilidade. troque preventivamente as lâmpadas “velhas” (250 horas de uso).

       Pneus 

Não espere até aos sulcos sumirem totalmente da banda de rodagem dos pneus para somente então realizar a troca. na maioria dos modelos, a vida útil termina quando a profundidade desses sulcos fica abaixo de 2,0 mm. Pneus ressecados ou que passaram por reparos de emergência também devem ser trocados. Confira a calibragem semanalmente e ajuste se necessário.

       Farol

Lâmpadas de farol duram em media 800 horas e podem facilitar um acidente deixando o piloto no escuro. Principalmente em casos de viagem, prefira realizar a troca preventiva caso o fim da vida útil do componente esteja próxima. realize limpezas periódicas (vide manual da moto) e regule o farol compensando alterações devido à garupa e bagagem.

       Revisão mecânica

Não espere que os componentes apresentem panes para só então pensar nos reparos. O manual do proprietário da moto deve ser consultado para a troca preventiva de componentes críticos como velas, filtros, óleo lubrificante, ajustes nas folgas de válvulas... Além de aumentar a sua segurança diminuindo o risco de panes, a revisão mecânica é bom investimento em termos de valorização da moto.

       Freios

Os freios são equipamentos extremamente críticos para a segurança do motociclista e as panes devem ser evitados a todo custo trocando-se preventivamente os componentes vitais como fluido hidráulico (a cada 12.000 km em média) pastilhas e lona (com espessura inferior a 2,0 mm) e tubos flexíveis vencidos ( a data de fabricação com prazo de validade costuma ser impresso no corpo flexível).
 
Piloto

       Capacete

Não use capacetes para se livrar de multas como se fosse um “chapéu”. a cada partida, confira se a cinta jugular está ajustada para prender firmemente o capacete e se o fecho (se tiver) funciona corretamente. A viseira deve permitir boa visibilidade, vedação e os mecanismos de abertura e fechamento devem funcionar corretamente, troque se estiver com prazo de validade vencido.

       Vestuário

Mesmo que seja apenas para dar uma voltinha no bairro, não saia com a moto se não tiver vestido com roupas e equipamentos de segurança adequados para pilotar. Jaquetas, luvas, calças resistentes (jeans, cordura, etc.), calçados fechados e resistentes como botas e tênis são os mais indicados. Existem equipamentos apropriados para cada estação climática: invista no seu conforto.

       Chuva

Verifique sobre a possibilidade de chuva antes de sair para não ser surpreendido pelo caminho (às vezes, parece que a chuva “escolhe” sempre o pior trecho para parar e vestir o impermeável...). Se não está seguro para pilotar ou em boas condições de saúde para enfrentar a chuva, as opções mais seguras são abortar o seu “vôo” e guardar a moto ou reduzir a velocidade a um nível seguro para você.

       Documentação

Antes de sair com a moto, verifique se você dispõe de todos os documentos necessários para o “vôo”: Identidade e habilitação (o brevê do piloto) e o documento da moto (dpvat) em dia. Se algum desses estiver invalido ou vencido é melhor estacionar a moto e providenciar a regularização do que se arriscar a sair sem a documentação. essa atitude evita o stress de ter a moto apreendida ou ser multado.

       Piloto em condições

Pergunte-se antes de partir se está em boas condições para pilotar. a ingestão de bebidas alcoólicas inviabiliza totalmente a pilotagem, ou seja, nem pense em subir em uma moto nessas condições. a atitude mais sensata, nesse caso, é evitar pilotar nessas condições.
Posso partir?
       Fazer um “procedimento de partida”, como se faz na aviação, pode ajudar o motociclista a aumentar sua segurança. E as listas de verificação de equipamentos e procedimentos (“check-list”, como se usa na aeronáutica) são a melhor solução.
       Ao partir com a moto, mesmo que em um passeio pelo bairro, peça autorização à uma “torre de controle” imaginaria e não saia (ou decole) sem que todos os itens (vide boxes) estejam completamente “ticados”. E nada de esperar que componentes se quebrem para só então pensar em consertar. Tudo tem uma “vida útil” ou quilometragem de validade que deve ser respeitada.
       Para verificar, basta consultar o manual do proprietário, que tem no tópico “revisões” um verdadeiro livro de bordo da moto a ser preenchido corretamente para servir como referência. Se a sua moto não tem o manual é fácil fazer uma planilha de revisões e trocas preventivas dos componentes baseado nessas planilhas dos manuais.
       Ao partir para viagens, os cuidados devem ser redobrados (como se faz nos vôos intercontinentais) e componentes que vão chegar ao fim da vida útil durante a trip devem ser trocados preventivamente. Mesmo que não tenham ainda “vencido” e estejam funcionando bem, eles podem falhar “sem avisar”.
       Pense nisso como investimento. Seguindo essa padronização, a segurança aumenta e a moto se torna uma solução ainda mais imbatível em termos de transporte terrestre e permissão para decolar concedida!

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